Santa
Cruz dos Navegantes - Até pouco tempo atrás desconhecida, até mesmo dos
moradores da cidade. Com a abertura da estrada, o turista acaba
conhecendo um lado bem rústico de Guarujá (criação de gado, cabras
etc.). A vila é de população carente, mas o segredo está no baluarte da
Baixada Santista, que é a Fortaleza da Barra Grande (1.584), construído
pelo governo espanhol para evitar ataques de piratas.
Praia
do Góes - A Praia do Góes, é formada por uma colônia de pescadores.
Trata-se na verdade de uma pequena ilha, de águas mansas. O acesso é
feito por embarcação através da Ponte dos Práticos em Santos ou de uma
trilha no fim da estrada Santa Cruz dos Navegantes
Guaiúba
- Possui uma rica vegetação. Durante muito tempo foi o paraíso dos
turistas de finais de semana, por ter sido uma das ultimas praias a ter
sua bela natureza alterada.
Praia
do Monduba - A palavra "Monduba", segundo o historiador Teodoro
Sampaio, significa "ruído estrondoso", provocado pelo choque das ondas
nas pedras. Um dos limites do sítio é a praia de areias finas e brancas
e águas em permanente tom de esmeralda. Ali o engenheiro João Monteiro
de Barros, seguindo orientação do Exército, projetou o Forte do
Andradas, nome dado em homenagem ao Patriarca da Independência, José
Bonifácio de Andrada e Silva, e seus ilustres irmãos. Inaugurado em
pleno Estado Novo, do ditador Getúlio Vargas, nunca foi utilizado por
necessidade de combate.
Tombo
- Também localizada a oeste da ilha, após as Astúrias, é ótima para a
prática de surf, limpa e segura ano inteiro. É a unica praia paulista
a disputar o título Bandeira Azul
Astúrias
- Situa-se ao lado direito de Guarujá, a oeste da ilha, conhecido como
Recanto das Astúrias, com 800 metros de extensão. A Praia das Astúrias
se caracteriza por barcos de pescadores e barracas de venda de
pescados. Astúrias não seria o seu nome, sua denominação correta é
Praia de Guarujá. Porém, segundo antigos moradores, havia na região um
restaurante de comerciante procedente da cidade de Astúrias, na
Espanha. Ele deu à casa, o nome de sua terra natal. Outros dizem que a
história é diferente: haveria naquela região, muitas aves conhecidas
como astúrias. No final da década de 70, o aspecto natural começou a
ser modificado, com o surgimento de imensos prédios em sua orla. Hoje,
após protestos de vários ecologistas, que nada adiantou, a Ponta das
Galhetas, uma das mais belas vistas da cidade, que localiza-se no final
da praia, foi destruída dando lugar a um edifício.
Pitangueiras
- É a praia central de Guarujá, onde deu-se o desenvolvimento inicial
da ilha, onde existe a maior concentração de turistas em razão de seu
comércio. A praia das pitangueiras é assim chamada por causa do grande
número de pés de pitangas que ali existiam. Anteriormente (década de 20
a 40), essa praia era mais frequentada por turistas, lá existiam um
hotel, um cassino, quiosques, piscinas e foi nesse mesmo hotel que
Santos Dumont, o Pai da Aviação, suicidou-se. É na Praia das
Pitangueiras, que podemos encontrar os únicos documentos vivos da nossa
história: a Maria Fumaça, que fazia o trajeto Guarujá-Vicente de
Carvalho e o carro fúnebre que levou o corpo de Santos Dumont.
Enseada
- Localizada ao lado leste de Pitangueiras, é a mais extensa da cidade,
possuindo 7 km. de extensão. Logo no seu início destaca-se o Morro da
Campina, mais conhecido como Morro do Maluf. é muito frequentada por
banhistas e por adeptos de esportes. A praia em si, de cinco anos para
cá, tornou-se o ponto mais procurado por todos os turistas, devido seu
comércio, restaurantes e bares agitados. No verão, torna-se especial
devido ao colorido proporcionado pelos praticantes de wind-surf e
jet-sky.
Praia
do Éden - Ainda sem grande afluência de banhistas, fica após o Morro de
Sorocutuba, entre a Enseada e Pernambuco. O acesso ao morro pode ser
feito de carro, mas é necessário descer uma trilha para chegar à praia,
considerada uma das mais belas da cidade.
Praia
do Mar Casado - Recebeu esse nome, porque quando a maré enche, acontece
a junção da praia, originando o que chamamos de Mar Casado. Possui 400
metros de extensão, e uma beleza inigualável. A presença de banhistas
não é muito frequente, porque a maré alta encobre o acesso à ilha, que
só é possível na maré baixa.
Pernambuco
- O nome quer dizer furo no mar, a entrada do mar. Localiza-se após
a Praia da Enseada. Possui 02 praias e quando a maré enche acontece
então, a junção, onde as águas se encontram junto de uma ilha, daí a
formação da baía, conhecida como Mar Casado. Além da beleza natural,
não podemos esquecer de mencionar que o primeiro sambaqui (restos
arqueológicos datados de 2.500 a.C.), foi achado nesta região. Fernando
Lee, grande cientista brasileiro, escolheu a Ilha dos Arvoredos como
paraíso de suas pesquisas (utiliza energia solar, psicultura, genética
vegetal, criação de aves de outras partes do mundo), sendo que não é
possível a visitação pública. A Praia de Pernambuco também é muito
conhecida pela frequência de artistas e ponto de parada de embarcações
de passeio, ela possui uma área de 1.500 metros de extensão.
Perequê
- O significado deste nome seria Pira-Ikê = entrada de peixe. Também
localizada a oeste da ilha, com uma extensão de 2.400 metros, após a
Praia de Pernambuco. Acolhedora e muito popular é considerada o reduto
dos pescadores. É na Praia de Perequê, que podemos encontrar o caiçara
autêntico de nosso litoral. Nessa praia o turista poderá ver a puxada
de rede e logo após saborear um delicioso camarão e todos os tipos de
frutos do mar, pescados na hora. Muito conhecida pelos restaurantes que
comercializam grande variedades desses saborosos pratos, procurados por
turistas e veranistas. No que diz respeito à sua importância histórica,
começa à partir do século XVIII, com a construção da Capela dos
Escravos.
Praia Brava - Localizada entre a Praia do Perequê e Prainha Branca.
Prainha
Branca - Localizada ao lado do Ferry Boat, seu acesso é feito por meio
de uma picada na mata. É portanto, uma praia afastada, primitiva, mas
singela e de brancura imaculada.
Iporanga
- Fica a 25 km. do centro da cidade. Circundada por matas, possui a
mais bela cachoeira da região, formando uma piscina natural de água
doce . Sem dúvida nenhuma é das mais belas, principalmente por
conservar muito do seu primitivismo. O acesso é restrito por isso é bom chegar bem cedo.
Além
das praias apresentadas, temos ainda a Praia do Sanguaba, Praia de
Fora, Praia do Bueno, Praia Grande, Praia do Pinheiro ou Congaba e a
Prainha Preta, que caracterizadas pela beleza quase selvagem
que complementam o cenário extasiante da PÉROLA DO ATLÂNTICO.
Em 22 de Janeiro 1502 o primeiro europeu pisa
na ilha. André Gonçalves e Américo Vespúcio aportam na praia de Santa
Cruz dos Navegantes, depois seguindo viagem a ilha de São Vicente. No
final do século XIX, com o surgimento do turismo, o desenvolvimento da
economia paulista e a existência de um acesso ferroviário rápido e
fácil entre o litoral e o Planalto Paulistano provocam um novo
interesse pela ilha de Santo Amaro. Para a vila, são encomendados 46 casas de madeira nos Estados Unidos e um hotel de luxo, contando inclusive com um cassino.
O hotel cassino, batizado de La Plage, é
inaugurado em 1893 e torna-se reduto da classe alta paulistana durante
o verão. O sucesso do hotel e a reputação do Guarujá como destino de
verão da classe alta paulistana levam a um contínuo desenvolvimento da
vila durante a primeira metade do século XX. O fim dos jogos de
azar no governo de Eurico Gaspar Dutra e a construção da via Anchieta,
ligando a Baixada Santista a São Paulo modificam a ocupação da ilha. A
antiga vila balneária se adensa com a chegada de maiores quantidades de
turistas e novos moradores. Edificios começam a surgir na orla de
Pitangueiras e Astúrias e praias até então desertas, como Enseada,
Pernambuco e a própria Perequê começam a ser visitadas. Paralelamente,
migrantes nordestinos migram para a ilha a procura de emprego, se
fixando na região do velho forte de Itapema, dando origem ao distrito
de Vicente de Carvalho.