Para os lados da Praia do Perequê, no Século XIX, as terras eram de
Valêncio Teixeira Leomil, dono de uma enorme fazenda, onde traficava
escravos. Infelizmente, os escravos considerados incapazes, doentes,
velhos ou sem serventia nos navios negreiros, antes de serem
desembarcados no Perequê, eram jogados ao mar nas imediações da Ilha da
Moela, em frente à praia do Tombo, com a promessa de que se chegassem à
praia vivos estariam livres. Diz uma lenda local que a razão para as
ondas serem fortes na Praia do Tombo é a revolta do mar por esse
tipo de acontecimento ter ocorrido e ninguém ser punido. Se bem que o Sr. Leomil teve que fugir do país para não ser condenado justamente por tráfico de escravos. A região, por ter apenas uma ligação com o centro da
cidade, e ainda com um trecho através das areias da praia, escapou da sanha dos especuladores imobiliários, que verticalizaram
absurdamente a orla das Praias de Pitangueiras e das Astúrias, entre as décadas de 1960 e 1980.
Felizmente, o Código de Posturas do Município foi um instrumento que
impediu que se formassem paredões de concreto na orla, dando à praia, um aspecto selvagem, pois não têm construções que bloqueiem a
paisagem. A Praia do Tombo está se preparando para ganhar uma
condecoração inédita em todo o Brasil: a Bandeira Azul, comenda
concedida pela Fundation for Enviromental Education (Fundação para
Educação Ambiental), Organização Não-Governamental sediada na
Dinamarca. O programa já contempla praias e marinas em 38 países e pela
primeira vez é desenvolvido no Brasil. A Praia do Tombo é a única do
Estado de São Paulo a disputar o título. Há no Bairro do Tombo a
presença de três corporações da Polícia Militar o 21º Batalhão da PM, o
3º Batalhão da Polícia Ambiental, e o Posto de Salvamento do Corpo de
Bombeiros e ainda o Forte dos Andradas (exército).